Novidades a Vista


Buenas gurizada! Eis que trago novidades ótimas!

Esse blog nunca foi uma obra rentável e, bastante por isso, nunca teve a pretensão de ser contínuo. Era uma coisa que eu ia fazendo aos poucos, conforme tinha tempo e saco.

Agora, vendo a aceitação que o conteúdo que tem aqui recebeu ao longo do tempo, estou fazendo uma força pra tornar esse projeto uma coisa mais estruturada. Já tenho um amigo pra preparar vídeos comigo e em breve vamos criar um canal no youtube pra complementar os materiais escritos aqui.

Além disso, vou corrigir (aos poucos, claro) os erros de português - que tantos reclamam - e atualizar o conteúdo defasado (que eu sei que existe, já que o material não foi escrito agora). Também vou tentar pegar uma 'continuidade' ao postar aqui (a princípio estou tentando postar toda a sexta-feira - os últimos dois posts já foram sextas; só essa sexta que eu não postei porque tive dificuldades de horários). Postar continuamente e atualizar a matéria me obriga a estar sempre em dia com o conteúdo em mente. Isso é bom pra mim inclusive por causa do trabalho! =D

Então, enfim, quem estiver curtindo o blog, não perca cenas dos próximos capítulos :P logo logo trago as novidades prometidas! o//

Abraços!

Fundos de Investimentos

A melhor forma de visualizar um Fundo de Investimento é compará-lo ao que ele realmente é: um Condomínio. E o que é um condomínio? Um condomínio é o que a palavra diz, um domínio-comjunto.

Por exemplo, minha namorada mora num apartamento alugado no centro de Porto Alegre. Todo mês, no começo do mês, a imobiliária manda um boleto pra ela pagar onde diz "R$XX de aluguel", "R$YY de IPTU", e "R$WW de Condomínio". Esse valor que ela paga de condomínio é acumulado com todos os valores de todos os outros moradores do prédio e fica a disposição do síndico do prédio, que o administra e o usa pra pagar a conta de luz dos corredores, o serviço de portaria do prédio, o salário do zelador, a manutenção dos elevadores, etc.

Em um Fundo de Investimentos não é diferente. Quando eu coloco dinheiro no Fundo de Investimento, esse dinheiro vai pra mão do Gestor (síndico) do Fundo, que junta o meu dinheiro com o de todo mundo que também investiu ali (condomínio), e administra esse dinheiro o melhor possível pra tentar conseguir uma boa rentabilidade.

Um Fundo de Investimento é formado por cotas, que são as partezinhas em que é dividido o fundo. Quanto mais dinheiro eu coloco no fundo, mais cotas eu compro desse fundo. É como se o fundo fosse um grande saco de balas, todas iguais, e cada bala custa o mesmo valor. É por causa dessas cotas que a pessoa que investe no fundo é conhecida como cotista.

Mas por que ser cotista de um Fundo de Investimento? Que que eu ganho com isso? O objetivo de comprar cotas em um Fundo é conseguir uma boa rentabilidade com o dinheiro aplicado. O negócio é que com um grande volume de dinheiro, o Gestor do Fundo tem menos custos nos investimentos, pode diversificar as aplicações de forma que diminua o risco, etc... coisas que eu sozinho talvez não tivesse condições de fazer ... [se a pessoa tem pouco dinheiro, dependendo da quantidade, não tem muitas opções de aplicação além da poupança].

E por que eu confiaria em um Gestor pra controlar o meu dinheiro? É que o Gestor, além de viver pra isso, é um dos principais interessados no bom resultado do fundo, já que desse resultado ele tira o que é conhecido como taxa de administração, que é uma parte do rendimento do fundo que se tira pra pagar o próprio funcionamento do fundo.

Por fim, nos Fundos não existe garantia do Fundo Garantidor de Crédito - FGC. Eu que assumo o risco pelas minhas aplicações. Inclusive, se o Fundo tiver perda em algum momento (se eu aplicar 1000 reais e eles virarem 800, por exemplo), não tem NADA que me garanta essa perda de volta.

[classificações dos Fundos]
[impostos de renda]
[personagens do fundo]

Banco do Brasil

O Banco do Brasil - BB é o banco mais antigo do país. Ele foi criado lá em 1808 pelo rei Dom João VI e por muito tempo foi a autoridade monetária do Brasil, até março de 1986, quando deixou de existir a conta movimento.

A conta movimento dava direito ao BB de emitir moeda como bem quisesse, sem controle do Banco Central. Isso significava que o BB não precisava 'dar lucro', porque não existia como 'faltar dinheiro' pra ele, já que se faltasse, ele simplesmente fazia mais. Então, a partir de março de 1986 o BaCen passou a valer como única autoridade monetária.

O BB hoje é uma Sociedade Anônima (sendo que a União tem o controle acionário), é um banco múltiplo, é o maior banco da américa latina, e é O CARA quando se fala em crédito rural. Da mesma forma que quando se fala em crédito habitacional a gente lembra da Caixa, quando se falar em crédito rural (pra comprar trator, colheitadeira, gado, sementes, etc) a gente precisa lembrar do BB. Além disso, o BB ainda faz a função de agente financeiro do Governo Federal.

Dificuldades com as Normas ABNT? Deixa que a gente arruma!

Pessoal, se alguém precisar de ajuda pra colocar algum trabalho/TCC/Dissertação nas normas da ABNT, pode contar com a gente. Minha namorada manja do assunto e faz um precinho bem camarada pra colocar tudo em ordem. É só entrar em contato com ela:

Manda aí! o//


Fiquem a vontade, estamos a disposição! =DD

Paztejamos

Desconcentração e Descentralização

Existe um conceito muito bobo nessa matéria de Direito Administrativo que, sinceramente, só deve existir pra pegar otário em prova de concurso, que é a tal de Desconcentração.

A questão é a seguinte: Quando a Administração Direta, também chamada de CENTRALIZADA, cria um Ente da Administração Indireta, também chamada de DESCENTRALIZADA, o que ela está fazendo é uma DESCENTRALIZAÇÃO. Então, óbvio, né?

Porém, quando a Centralizada cria um órgão, ela não está descentralizando, já que não criou outro Ente. Mas realmente, se pararmos pra pensar, ela está dividindo, separando, se organizando pra criar uma nova estrutura interna. Então, a Centralizada, que tinha uma série de atribuições CONCENTRADAS, quando cria um novo órgão em sua estrutura interna e passa uma dessas atribuições especialmente pra ele, está se desconcentrando. A esse ato de criar um novo Órgão damos o nome de DESCONCENTRAÇÃO.

Paztejamos

Fundações Públicas

[Na diferenciação das Entidades da Indireta não adianta, vai rolar sempre uma decoreba bem nojenta. Não dá pra fugir disso porque cada tipo de Entidade tem uma série de características próprias. Só não vou mencionar as características que já mencionei quando expliquei genericamente as Entidades da Indireta]

Vamos lá:

- As Fundações Públicas podem ser de Direito Público ou de Direito Privado. Quando são de Direito Público, são um tipo de Autarquia chamado Autarquia Fundacional ou Fundação Autárquica. Nesse caso, as regras pra elas são iguais as da Autarquia, a não ser que eu faça menção (vou sublinhar as menções pra ficar mais fácil de identificar).

- O objetivo de uma Fundação Pública é SEMPRE executar atividades atípicas da Administração Pública. mesmo as de Direito Público tem essa finalidade.

- Os funcionários de uma Fundação, em regra, são Estatutários (ou seja, são regulados por Estatuto, e não pela Consolidação das Leis Trabalhistas - CLT). Existem algumas exceções históricas nessa afirmação, que não vêm ao caso agora.

- Para que uma Fundação seja criada, é necessária uma Lei Específica. Daí, dependendo do tipo de Fundação, a criação é um pouco diferente. Se ela for uma Fundação Autárquica, é criada do mesmo modo que uma Autarquia, ou seja, diretamente pela lei. No caso de ela ser uma Fundação de Direito Privado, a lei só autoriza a sua criação, mas ela só estará realmente criada depois de ser homologado o seu Registro, que normalmente é feito no Cartório de Registro Civil.

- As Fundações são, por definição, uma Personalização Jurídica de um patrimônio. Essa definição é só um conceito bonitinho e pra cair em prova de concurso e eu sinceramente não vi necessidade de se dizer isso de uma Fundação (até porque na prática daria pra dizer o mesmo de outras Entidades, apesar a gente correr o risco de algum jurista teórico chato dizer que não).

- Elas tem os mesmos privilégios que as Autarquias em relação à impostos, mas, quanto às facilidades processuais, só as de Direito Público têm; as Fundações Públicas de Direito Privado não têm NENHUM privilégio processual.

Paztejamos