Tipos de Líder

A Escola das Relações Humanas pressupõe três tipos de líderes conforme Cohen e French:

1) Líder Tradicional, Autoritário ou Autocrático: é o líder que trabalha com coerção e recompensa. Ele bota a pressão e manda como quer, mesmo que seus subordinados discordem (ex: Jorge Gerdau).

2) Líder Democrático: É aquele que escuta a todos e tenta achar um consenso, um padrão melhor pra todo mundo. É tido como ideal, utópico.

3) Líder Laissez-Faire (fantoche): É um líder que ocupa o cargo de líder mas que outro comanda. Deixa as coisas chegarem ao caos para resolverem. (ex: Lula).
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Já Renses Likelt (1957) encherga 4 tipos de gerência:

1) Líder Tradicional, Autoritário ou Autocrático: o mesmo previsto por Cohen e French.

2) Líder Autocrático Benevolente: É um autoritário que fala mansinho. Ele te obriga a fazer o que ele quer, como trabalhar horas extras, mas fala com jeitinho pra não passar a idéia de obrigação e sim de necessidade.

3) Consultivo: Não deixa de ser Autoritário. Propõe falsa participação na escolha. O exemplo que o professor deu é a escolha para Reitor na Universidade: todos votam e vai uma lista tríplice para o Ministro da Educação escolher. Ele não necessariamente escolhe o mais votado, ele escolhe o que lhe convém.

4) Participativo: É o ideal, utópico, para Likelt. Quebra a hierarquia/dominação. É tipo o Orçamento Participativo, em que cada pessoa, do peão ao engenheiro, tem o mesmo poder de voto. Não funciona porque sempre prevalece o interesse da organização e sempre há certa hierarquia.

Experiência de Hawthorne

Experiência de Hawthorne é uma experiência feita por Elton Mayo na Western Eletric (uma empresa competidora da GE) em 1927, em Chicago. No contexto histórico está logo em seguida a quebra da bolsa de Nova York, a recessão, a formação de sindicatos e o conflito social. O clima social na experiência ainda era ameno, mas o governo estava preocupado com o as greves.

A experiência está bem descrita na wikipédia no link:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Experi%C3%AAncia_de_Hawthorne

O importante para a aula são as duas primeiras fases da experiência.

Conceitos da Escola das Relações Humanas

Familia: A escola das relações humanas deturpa o conceito de família. A família, segundo a psicologia, é uma instituição baseada no amor e na tolerância. Assim, o individuo que faz parte de uma família não é rejeitado pelos seus defeitos. Um filho drogado ou uma adolescente grávida, apesar de seus erros, são amados pelos seus familiares. A família tem força suficiente para questionar as leis sociais e criar suas próprias verdades; a família promove ao indivíduo a idéia de auto-respeito e respeito ao próximo.

Já na administração organizacional, o conceito de família é uma estratégia de dominação que pretende tornar o ambiente da organização mais ameno.

O exemplo dado pelo professor é o da empresa Randon, que se dizia uma empresa familiar com o slogan "como é bom trabalhar na Randon". O dono da Randon, durante um evento da empresa, disse que gostava de andar no meio dos funcionários cumprimentando todo mundo e olhando o serviço deles porque se ele via alguém que não estivesse trabalhando direito ele tratava de demitir porque se não está fazendo o serviço bem não merece fazer parte da família. Dessa forma, o funcionário só é parte da família enquanto é compatível, se não ele é descartado, ao contrário do drogado numa família de verdade, que é amparado pela sua família independentemente dos defeitos.

Grupo: Um grupo é um conjunto de pessoas com um mesmo objetivo, interdependência entre seus membros e relações socio-emocionais, sem papeis definidos para cada membro (caso contrário, tornaria em desunião - por exemplo, se alguém fosse tivesse o papel de chefe, e outros não concordassem, o grupo se desfaria).

Na ditadura, inventou-se nas universidades a separação das turmas em cadeiras. Antes a turma entrava junto, estudava junto e se formava junto. Para evitar a formação de grupos na universidade, inventaram o sistema de cadeiras. Assim separam-se os estudantes, fazendo que sejam individuais e alienados quanto ao próximo, fazendo com que não tomem consciência, facilitando o conformismo. Tomar consciência aqui é dizer algo como "só por que eu não sou o administrador eu não posso te contestar?! tu não tá nos coordenando bem".

Pequeno Grupo: Deturpação do conceito de Grupo. É um grupo com os seus membros tendo papeis definidos.

Massa: Uma torcida de futebol é o exemplo que o professor deu para uma massa. Uma massa é um aglomerado de pessoas sem relação uma com as outras, temporário e dispersivo, ilógico, liberal e com alto grau de alienação coletiva. Na torcida ou no Carnaval é possível fazer de tudo: gritar, pular, se abraçar no próximo, beijar, tirar a roupa... sem que ninguém o próximo se importe e sem que cause grande espanto. Ali todos são do mesmo conjunto e não importa se ao lado está um rico, um pobre, um preto, um branco, um gordo, um magro... todos convivem alienados uns dos outros. Saindo dali ninguém se conhece e todo mundo volta a seu comportamento normal.

Escola das Relações Humanas

A Escola das Relações Humanas tem um conteúdo um pouco maior, por isso vou dividir em mais de um post.

A Escola das Relações Humanas foram influenciadas pelas idéias de motivação de Kurt Lewin. No contexto histórico, o Taylorismo e o Fayolismo receberam críticas em relação as condições de trabalho imposta aos empregados. Como não haviam leis trabalhistas os empregados trabalhavam em condições desumanas. Com o Crack da Bolsa de Nova York surgiram os Sindicatos e em seguida uma regulamentação das condições mínimas de trabalho, salário mínimo e jornada de trabalho.

Aqui no Brasil, no governo Getulista entre 30 e 45, houve uma importação dos direitos trabalhistas norte-americanos que favoreciam o trabalhador: salário mínimo (que desse suprimento as necessidades básicas) e voto feminino (que presumia a igualdade dos gêneros no mercado de trabalho - o que não procedia e ainda não procede).

Getúlio implantou a CLT, que, se obedecida, deveria ser mediadora entra empregados e patrões. Porém, como não houve preucupação de que a CLT fosse cumprida, praticamente nenhuma empresa garante os direitos básicos dos funcionários. Assim, quando uma empresa a cumpre, confundimos os nossos direitos com privilégios.

Por exemplo, o empregado ganha laptop, celular, etc, da empresa e acha que isso é uma vantagem, mas na verdade é uma forma de ele estar sempre disponível para empresa e nunca parar de trabalhar.

O professor deu o exemplo da Azaléia, uma empresa de calçados daqui no RS, que, antes de as empresas coureiro-calçadistas migrarem para o Nordeste, era considerada uma empresa padrão (qualidade dos produtos, bom clima social e ótimo posicionamento no mercado). Quando perguntado a um funcionário sobre o que ele achava de trabalhar lá ele disse que era muito feliz de estar na empresa porque:
  • tem moradia em vila de funcionários no lado da empresa (a empresa não paga vale-transporte e evita atrasos);
  • tem refeitório com comida boa na empresa (é necessidade básica que a empresa precisa dar);
  • tem creche para os filhos (é direito básico, não privilégio);
  • empresa paga os estudos (estabelece vínculo escravagista, como o MBA pago pelas empresas hoje em dia);
Dessa forma, o funcionário achava que estava sendo muito bem tratado pela empresa, com vários privilégios, mas a Azaléia estava apenas cumprindo a CLT.

Desenvolvimento da Matéria:


Paztejamos

Introdução

Essa introdução são EXATAMENTE as notas de aula que todo mundo tira xerox (ou o que eu consegui entender do meu xerox - o que eu não entender eu boto uma linha pontilhada assim '..................').
  • Fernando Henrique Cardoso: sociólogo neoliberal.
    • cursos que cresceram em seu mandato: medicina, direito, administração.
  • Ciência: algo que tenha um objeto de estudo bem elaborado.
  • Administração: gerenciamento de recursos humanos materiais e financeiros COM EFICIÊNCIA MÁXIMA.
  • Brasil: país subdesenvolvido e capitalista.
  • Capitalismo: objetivo de lucrar ao máximo e manter o próprio mercado.
  • Características de uma sociedade capitalista:
    • ................. : existência de um mercado altamente concorrencial (onde teoricamente todos teriam as mesmas condições);
    • .....................;
    • Estado Mínimo: fornece a todos o mínimo suficiente de saúde, alimentação, segurança, moradia, educação...;
      • temos na teoria direito à saúde; na prática demora muito para ser atendido no SUS e a pessoa acaba morrendo;
      • temos na teoria direito à educação; na prática o sistema público é deficiente (baixo nível do Ensino Médio, não emprega todos os seus alunos decentemente, baixo investimento nas universidades...);
      • há fome e miseráveis (pessoas que ganham menos de meio salário mínimo) no Brasil;
      • é diferente um Estado Mínimo num país subdesenvolvido e num país desenvolvido, pois nestes o Estado Mínimo é eficaz (a pessoa deve trabalhar até os 65 anos,e há altas cargas tributárias, mas pelo menos este dinheiro é bem gasto em prol da própria população).
  • O Brasil tem um capitalismo selvagem, ou seja, poucos têm acesso ao mínimo, o capital concentra-se nas mãos de poucos e as pessoas não tem as mesmas condições -> deveríamos todos ter as mesmas chances de concorrer no mercado e de ascender socialmente, mas na prática não ocorre, então o BR não pode ser considerado Estado Mínimo pois não cumpre suas obrigações (o Brasil tem uma economia desestabilizada e um sistema sócioeconômico desorganizado e frágil).
  • Em uma sociedade capitalista, não tem sentido administrar se não for pelo lucro máximo (eficácia máxima).
  • O Brasil tem alta carga tributária, mas não compensa porque este dinheiro não é bem empregado (ambiente instável, empresas buscando sobrevivência, Estado não apoiando em nada).
  • Influência na administração: economia e liberalismo (busca pelo lucro máximo e busca de capital).
Paztejamos

Teoria Clássica (Fayolismo)

Teoria administrativa de criada por Henri Fayol, fortemente baseada na Igreja e no Exército. Suas idéias são baseadas nos princípios da revolução francesa (Liberdade, Igualdade e Fraternidade) numa época pós-revolução. A revolução Francesa pode ser tido como o fim dos privilégios de uma casta social chamada monarquia. Assim, nesse período, todos em solo francês têm os mesmos direitos, providos pela Constituição criada em 1789.

Apesar de o Estado ter altos impostos, ele provê um serviço público de qualidade em relação a educação. Logo, chega um momento em que falta mão de obra para o trabalho desqualificado, pois todos são bem formados. Assim, o Estado precisa importar mão-de-obra barata de países menos desenvolvidos, o que implica um aumento da xenofobia.

[sinceramente não entendo o que esses antecedentes históricos podem ter influenciado as idéias de Fayol... as notas de aula da guria também não constam nada sobre isso.]

Fayol trata da empresa no nível gerencial, enquanto Taylor trata no nível operacional.

A idéia do Fayolismo era ligada a estabilidade, visando a permanência do indivíduo em uma única empresa, chegando como operário e alcançando, por exemplo, o conselho administrativo, no fim da carreira.

Segundo o Fayolismo se obedece o chefe porque ele teoricamente tem mais conhecimento e, portanto, mais autoridade. Se ele não tiver conhecimento, na hora dos questionamentos, começa a perder autoridade na hierarquia. O problema é que, na vida real, isso esbarra na autoridade do chefe que, na prática, mesmo tendo menos conhecimento continua mandando. Assim, as pessoas não questionam seus chefes, o que faz com que as organizações caiam em descrédito.

Para Fayol a Organização é o resultado de um trabalho coletivo onde todos colhem o resultado obtido.

As características da Organização Fayolista são:
- Coesão, União e Corporativismo;
- Unidade de Comando e Direção;
- Tratamento equitativo e igualitário entre os membros (o que não procede na prática em função da autoridade do chefe);
- Participação dos lucros (Fayol é o primeiro a citar, baseado na idéia de União e Corporativismo em que todos devem cooperar pelo bem da organização);
- Ordem, Método e Disciplina (especialização, o que pressupõe a Organização Racional do Trabalho, criada por Taylor);
- Centralização do comando de cada processo em um único chefe.

Fayol é o primeiro a sugerir uma lista de características que o administrador deve ter:
  • Qualidades Físicas;
  • Qualidades Morais - não discriminar ninguém, ter comportamento tolerante, manter os direitos dos funcionários;
  • Qualidades intelectuais - a partir de certo nível de hierarquia não importam mais as habilidades técnicas mas sim as intelectuais;
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