Escola das Relações Humanas

A Escola das Relações Humanas tem um conteúdo um pouco maior, por isso vou dividir em mais de um post.

A Escola das Relações Humanas foram influenciadas pelas idéias de motivação de Kurt Lewin. No contexto histórico, o Taylorismo e o Fayolismo receberam críticas em relação as condições de trabalho imposta aos empregados. Como não haviam leis trabalhistas os empregados trabalhavam em condições desumanas. Com o Crack da Bolsa de Nova York surgiram os Sindicatos e em seguida uma regulamentação das condições mínimas de trabalho, salário mínimo e jornada de trabalho.

Aqui no Brasil, no governo Getulista entre 30 e 45, houve uma importação dos direitos trabalhistas norte-americanos que favoreciam o trabalhador: salário mínimo (que desse suprimento as necessidades básicas) e voto feminino (que presumia a igualdade dos gêneros no mercado de trabalho - o que não procedia e ainda não procede).

Getúlio implantou a CLT, que, se obedecida, deveria ser mediadora entra empregados e patrões. Porém, como não houve preucupação de que a CLT fosse cumprida, praticamente nenhuma empresa garante os direitos básicos dos funcionários. Assim, quando uma empresa a cumpre, confundimos os nossos direitos com privilégios.

Por exemplo, o empregado ganha laptop, celular, etc, da empresa e acha que isso é uma vantagem, mas na verdade é uma forma de ele estar sempre disponível para empresa e nunca parar de trabalhar.

O professor deu o exemplo da Azaléia, uma empresa de calçados daqui no RS, que, antes de as empresas coureiro-calçadistas migrarem para o Nordeste, era considerada uma empresa padrão (qualidade dos produtos, bom clima social e ótimo posicionamento no mercado). Quando perguntado a um funcionário sobre o que ele achava de trabalhar lá ele disse que era muito feliz de estar na empresa porque:
  • tem moradia em vila de funcionários no lado da empresa (a empresa não paga vale-transporte e evita atrasos);
  • tem refeitório com comida boa na empresa (é necessidade básica que a empresa precisa dar);
  • tem creche para os filhos (é direito básico, não privilégio);
  • empresa paga os estudos (estabelece vínculo escravagista, como o MBA pago pelas empresas hoje em dia);
Dessa forma, o funcionário achava que estava sendo muito bem tratado pela empresa, com vários privilégios, mas a Azaléia estava apenas cumprindo a CLT.

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Paztejamos

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