Estruturalismo

O Estruturalismo aparece como uma tentativa de mesclar - fazer uma síntese - entre a Teoria Clássica e a Escola das Relações Humanas. Para isso, trabalha com o conceito de Dialética, que é uma forma de raciocínio para análise da realidade em 3 fases:

- Tese: Etapa em que enunciamos uma teoria não completamente provada (ex: todos os funcionários trabalham por incentivo salarial);
- Antítese: O contrário da Tese, onde enunciamos uma teoria contrastante a Tese (ex: todos os funcionários trabalham por incentivo social);
- Síntese: Etapa em que mesclamos a Tese e a Antítese (ex: Alguns funcionários trabalham por incentivo salarial e outros por incentivo social).

É importante lembrar que nem a Tese nem a Antítese são verdades absolutas.

Exemplo da Dialética Marxista [linkar].

Estrutura é um conjunto de elementos justapostos, dependentes (não se pode falar num sem falar no outro) e que evoluem ao longo do tempo. [A wikipédia diz que esse conceito é antigo, do Filósofo Heráclito, baseado no "rio": suas águas correm ao longo do tempo, de forma que a água que esteve ontem no rio não é a mesma que está hoje, porém, mesmo assim podemos indenficar a estrutura formada, a saber, o rio.]

O professor ainda falou sobre Amitai Etzioni, que diz que todas as Organizações têm 3 características:

* Divisão do Trabalho;
* Núcleos de Poder;
* Rotatividade Operacional.

Além disse, Etzioni diz que existem 3 tipos de Organizações:
  1. Coercitivas: Organizações como o exército, baseadas na punição e recompensa. Nessas organizações existe alto grau de especialização dos funcionários, e seus funcionários acabam com comportamento alienado. O funcionário não sabe seu valor dentro da Organização e se for demitido sai dali sem saber o que fazer da vida. (essa é uma crítica de Etzioni a Escola Clássica).
  2. Normativas ou Burocráticas: Nessas Organizações o funcionário fica com a impressão de que deve muito a empresa, e que ela o contrata por favor. Ele "veste a camisa" da empresa. Lida com comportamento moral. O funcionário acaba por não saber o seu real valor dentro da Organização e tem a impressão de que se não fosse a empresa ele não seria nada. Leva a alienação. Exemplos: RBS e Gerdau. [Na Gerdau, que há um tempo atrás "fez uma faxina" no seu quadro de funcionários, alguns funcionários, mesmo demitidos, disseram que "dedicaram a vida à empresa e devem muito a ela".]
  3. Utilitaristas: Organizações estáveis que lidam com comportamento calculista. A empresa aproveita o funcionário ao máximo e o funcionário aproveita a empresa ao máximo. Existe um equilíbrio entre os interesses da Organização e do funcionário. Pressupõe a não estabilidade do emprego, visto que a qualquer momento que o funcionário não ser mais útil, deve ser descartado. Por sua vez, o funcionário, se encontrar emprego melhor, deve sair da Organização. O funcionário e a Organização se colocam de igual pra igual, observam seus interesses e permanecem juntos enquanto for útil para os dois lados.
 Paztejamos

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